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Traumas: saiba como cuidar deles

 

 

Traumas. Todo mundo já ouviu falar sobre isso. Mais que ouvir falar, todos nós temos, ainda que não tenhamos plena consciência deles.

Para saber lidar com este aspecto muito comum da vida, é importante identificar se já vivenciamos uma situação traumatizante. E, posteriormente, buscar recursos para superá-la.

O primeiro ponto e, mais importante, é entendermos que TODOS NÓS TEMOS TRAUMAS.

Eles se dividem em três tipos: os traumas da infância, os da vida adulta e os traumas familiares.

Cabe a nós, enquanto adultos, cuidar destes traumas.

Traumas: o que são?

O trauma é tudo aquilo que te paralisa, que te congela, que, em determinado momento é demais para você.

É como se ultrapassasse o seu limite. É um gatilho, criado a partir de uma vivência, que te impede de avançar e te mantém preso e parado.

E também que te faz repetir padrões de comportamento e crenças. Pode parecer complicado identificar isso, mas não é bem assim.

Pense e reflita: talvez você conheça um adulto que tem um comportamento que te remete a um adolescente de 15 anos. Ou mesmo você.

Ou uma pessoa que viveu uma situação de extrema dificuldade ou dor e ainda vive este momento difícil da vida como se fosse agora. Este comportamento é muito comum e trata-se de um trauma.

Trauma da Infância

Alguns traumas acontecem na infância porque neste período, coisas simples ou banais, podem ser demais para as crianças.

Geralmente, ao vivenciar uma dificuldade, a criança não consegue lidar com aquilo, de solucionar o problema e isso pode trazer consequências para a vida adulta.

Por exemplo: o incentivo à alimentação saudável com ameaças, a ida da mãe ou do pai ao trabalho, uma demora para chegar em casa, uma ausência, fatos que parecem simples. Dependendo da forma com que são interpretados, podem gerar um trauma.

Para que fique ainda mais claro, vou compartilhar uma história particular com vocês.

[Assista também ao vídeo]

 

 

Eu me lembro de um Natal, quando eu tinha uns 5 anos de idade. Minha família foi passar a noite na casa de amigos.

Naquela época, a boneca Barbie estava na moda e todas as meninas queriam, mas custava muito caro. Como eu queria muito a Barbie, meu pai fez de tudo para comprar.

Quando chegou a hora dos presentes, na ceia de Natal, uma menina que estava lá ganhou a casa da Barbie inteira e eu, ganhei só uma Barbie.

Aquela criança então, ficou falando da minha boneca, desvalorizando o fato de ter apenas uma, enquanto ela tinha todos os acessórios.

Confesso que eu sempre fui muito rebelde e fiquei com tanto ódio daquela menina, porque ela não sabia o custo que foi para o meu pai comprar aquele presente.

Aquilo me causou um trauma, um congelamento. Que tipo de crença que eu levei a partir disso? Que algo aparentemente pequeno pode me causar muita dor.

Esta consequência é particular, não é uma regra, afinal, cada pessoa é afetada por uma dificuldade de um jeito específico.

Outros fatores também precisam ser levados em consideração: se a criança tinha capacidade cognitiva, emocional, recursos e apoio para dar conta ou não daquele acontecimento.

Mediante isso o trauma pode vir a se desenvolver pelo fato de a vida continuar e aquele indivíduo não ter condições de controlar o sentimento de paralisia que já foi plantado nele.

Não existe pior ou melhor

É importante também sabermos que não há um trauma mais importante ou mais pesado que outro. Não é possível compararmos a história que eu contei com um abuso, por exemplo. Entretanto, é preciso reconhecer que ambos os traumas causam dores.

Traumas na vida adulta

Um relacionamento que não deu certo, uma amiga que eu confiava e me traiu, um trabalho que não foi bem sucedido ou até mesmo uma perda.

Precisamos olhar para estes traumas para conseguirmos seguir leves sem trazer coisas do passado.

Passado este que também pode nos levar a viver traumas familiares, que aconteceram com nossos antepassados e carregamos isso, no corpo, na alma, na vida muitas vezes, sem percebermos.

Quantas mulheres viveram antes de mim e tiveram experiências difíceis com homens e criaram a crença de que mulher não precisa da figura masculina?

Mulheres que foram abusadas, obrigadas a se casarem. Homens que tiveram que ser como o pai. Experiências de traições, desempregos.

Estes são exemplos comuns que podemos ter em nossa família e que precisamos trazer à tona, tornar consciente.

Mas só um adulto consegue fazer isso! Identificar, olhar para aquela dor. A reconhecer que algo impede que vida não tem continuidade em um ou muitos aspectos.

O que fazer com os traumas?

Ressignificar, construir novos significados para eles, novas conexões neurais para aquela emoção.

Trazer à realidade, olhar para aquele acontecimento, reconhecê-lo, aceitá-lo e dar a ele um olhar diferente. Isso é colocar a emoção em movimento, remover aquela paralisia.

Como fazer isso?

Buscando ajuda terapêutica, lendo e procurando a cura. É como se pudéssemos colocar naquele trauma um remedinho capaz de transformá-lo numa cicatriz que vai me acompanhar para o resto da vida.

É como se ela estivesse presente, mas não sangra mais.

Que tal colocar esse remedinho aí no seu trauma?
Me chame no whats para agendar a sua sessão.

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