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Ser PERFECCIONISTA, qualidade ou defeito?

Você tem necessidade de SER PERFEITO?
Ter comportamentos perfeccionistas podem ser agradável, favorável ou não, depende da situação, e também de como todos esses comportamentos interferem e influenciam na vida, na rotina e nos relacionamentos. Às vezes a exigência pela perfeição pode trazer muitos desconfortos e atrapalhar o dia a dia.
A pessoa que age com perfeccionismo pode se autotorturar, achando que não está fazendo correto, pode ser muito exigente consigo mesmo e com os outros, e gastar muito tempo em uma atividade simples. Geralmente é um individuo com excessiva exigência de perfeição, exatidão e detalhamento, e com isso, oferece muita informação, na maioria das vezes desnecessárias. Tem dificuldade em diferenciar o essencial do acessório. E por tudo isso, perde muito tempo e recurso que poderia utilizar de outra forma. São pessoas que demoram em tomar decisões e apresentam comportamentos obsessivos como: verificar mais de uma vez a mesma coisa, acomodar tudo exatamente no mesmo lugar.
Leia e perceba se você se identifica com alguma dessas colocações:
  • Batalho pela perfeição e espero que as pessoas ao meu redor também sejam perfeitas.
  • Gosto de falar o português com extrema correção.
  • Procuro usar corretamente as palavras, sem cometer o menor erro.
  • Acredito que preciso fornecer uma grande quantidade de informações para que as pessoas possam me compreender precisamente. Por isso quando dou informações, forneço todos os mínimos detalhes para que além de me entenderem perfeitamente, não alterem minhas palavras.
  • Tenho a certeza que só serei aceito se fizer tudo com perfeição e atenção às minúcias. Por isso, gasto muito tempo para executar minhas atividades.
  • Se não puder ser do meu jeito, fico com vontade de desistir ou me encho de desânimo. Por isso, às vezes nem consigo fazer o básico e nem tampouco, cumprir prazos.
  • Não gosto de errar e nem de perceber minhas limitações.
  • Minhas expectativas são altas e me frustro com muita frequência.
  • Tenho que ser o melhor e exijo dos meus subordinados o mesmo, ou seja, o máximo de cada um.
  • Reprovo os erros alheios.
  • Tenho necessidade de corrigir as pessoas. É muito difícil aceitá-los.
  • Não consigo aceitar menos do que a perfeição das pessoas com as quais convivo.
  • Prefiro fazer pessoalmente as tarefas, para ter certeza que sairão bem feitas.
  • Não acredito nos reconhecimentos positivos que me fornecem e se digo algo positivo, necessito completar com algo negativo.
Muitos desses comportamentos são aprendidos durante a nossa infância. Nascemos livres de crenças e aprendizados, e durante o nosso crescimento assimilamos as crenças, limitações, receios dos adultos que nos cercam, e numa tentativa de nos salvar do script familiar, e também para nos aconselhar e nos direcionar para uma vida de sucesso, nossos pais nos presenteiam com o que eles acreditam que vão nos ajudar, alguns desses conselhos, chamamos de COMPULSORES, pois com eles agimos impulsivamente, compulsoriamente, sem pensar. Um desses compulsores é o SEJA PERFEITO. São mensagens e conselhos que recebemos dos nossos pais para seguir a vida. Os pais fazem isso com a melhor das intenções, e cabe a nós, adultos, rever essas crenças e mudar para viver de uma forma mais saudável.
Alguns exemplos de conselhos que recebemos e que com isso desenvolvemos o COMPULSOR SEJA PERFEITO:
– Faça tudo muito perfeito, o melhor que você puder.
– Reveja, confira, e faça novamente se preciso.
– Não cometa erros. Você não pode errar.
– Tudo precisa estar muito organizado. Nada de desordem.
– Seja o melhor da sala (da escola, da natação, etc).
Dentre outros e vários conselhos, nesse sentido, cada um com sua forma, com suas palavras e jeitos, e na maioria das vezes, esses conselhos não são ditos verbalmente, mas são observados nos comportamentos dos pais e responsáveis.
É possível mudar! Já adultos, podemos rever, resignificar e mudar muitas das crenças, normas, leis, jeitos de viver, que recebemos dos nossos pais, e fazer tudo isso de um modo respeitoso e sem julgamento. Os pais passam para os filhos exatamente o que tem a oferecer, e cabe aos filhos modular tudo o que recebeu para viver de uma forma saudável e bem.
1 – RECONHECER: Primeiro passo para a mudança é tomar consciência. Reconhecer quais mensagens, crenças, falas, comportamentos dos nossos pais nos levam a agir de forma a ser PERFEITO. Reconhecer quando agimos assim, quando nos exigimos demais, e etc…
2 – ACEITAR: Segundo passo, depois de reconhecer, precisamos aceitar! Isso mesmo, aceitar que recebemos tudo isso, e que isso faz parte da minha personalidade e do meu jeito de agir. 
3 – ASSUMIR A RESPONSABILIDADE DA MUDANÇA: sim a mudança depende de você!
4 – NOVAS POSSIBILIDADES – observar pessoas com comportamentos diferentes, conversar com sobre o assunto e ver outras formas de agir, e assim começar a construir novas formas de pensar e se comportar.
5 –TREINAR! Isso mesmo, fazer aos poucos e colocar em pratica tudo o que observou e aprendeu.
6 – PERMISSÃO: você mesmo pode se dar permissões diárias que seriam o oposto das mensagens que você recebeu, por exemplo, uma pessoa que recebeu mensagem do tipo: “Você não pode errar”, a permissão seria: “Sim você pode errar enquanto está aprendendo”, ou “Tudo bem, errar é humano”. Crie a sua própria permissão, de acordo com a sua necessidade!
Alguns exemplos de permissão:
  1. É suficiente fazer as coisas bem feitas.
  2. Você pode deixar de lado detalhes sem importância.
  3. Você pode ser objetivo, veja o que é necessário.
  4. Você pode ver o lado bom das situações.
  5. Só corrija quando pedirem.
  6. Aceite as pessoas como elas são. Aceite você como você é.
  7. Seja tolerante com os erros alheios e com os seus também.
  8. Veja tudo, deixe passar muita coisa, corrija um pouco (João XXIII).
E se precisar de ajuda, você pode procurar um psicólogo e fazer terapia. SIM A TERAPIA PODE TE AJUDAR!

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