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Pensamentos sobre Deus

By 19 de outubro de 2015Espiritualidade, Tatiane Medeiros

Quando eu era criança me apresentaram a um Deus velhinho, com barba branca, muito bonzinho, e que morava lá no céu. Sua principal característica era mesmo a bondade. E durante toda a minha infância esse Deus me deixava segura, e era tudo o que eu precisava.
O tempo passou, cresci um pouco e descobri que tinha alguns velhinhos que não eram tão bons assim, e isso me fez desconfiar desse Deus velhinho e bondoso.E com a desconfiança comecei sentir necessidade de conhecer um pouco mais esse Deus e saber se ele era mesmo tão bondoso como diziam.
Mas Ele morava longe, lá no céu, e era impossível chegar ao céu. Além do mais, no céu moravam as pessoas que já tinham morrido. Então pra encontrar Deus eu tinha que morrer? E como pode esse Deus ser bom se pra eu encontra-lo eu teria que morrer? Eu queria encontrar Deus, mas aqui na terra mesmo, viva e não morta.
Então me apresentaram um Deus trino, Deus Pai, Deus Filho e Espirito Santo, tudo numa só pessoa. Ai é que ficou confuso mesmo. Mas de qualquer jeito estava mais perto do que o céu.
Deus Pai Criador, sim alguém tinha que ter começado tudo. E todo mundo precisa de um pai.
Filho Jesus Cristo, a encarnação de Deus na terra. Sim, esse Deus foi mais fácil, afinal tinha fotos, esculturas, e uma historia de vida. Adorei conhecer esse Deus!
O Espirito Santo, o amor de Deus que nos move aqui na terra. Tinha até uma historia de línguas de fogo. Esse também era difícil porque tinha que sentir. E como é difícil sentir Deus?!.
Mesmo com todas essas explicações mais concretas e mais perto da minha realidade, especialmente Jesus, ainda sentia tudo muito longe.
Então me apresentaram a Eucaristia; um pão que se transforma no corpo e Sangue de Cristo. O alimento para a Alma. Esse Jesus era muito mais concreto, e eu conseguia ir até Ele, era só ir à missa. Que felicidade, estava conseguindo encontrar Deus!
Tudo isso ainda era muito difícil de entender, mas sem nenhuma explicação logica, eu realmente sentia na comunhão o encontro com Deus.
E essa saciedade me fazia acreditar, confiar e ter muitaFé em Deus, na vida.
E então ainda buscando o conhecimento, ouvia que ao comungar nos tornávamos uma só pessoa com Cristo e com os irmãos. Foi então que outra grande duvida começou a surgir:
Existem pessoas que não podem comungar? Existem pessoas que não podem tornar-se um só comigo e com Deus?
E assim Deus começou de novo a ficar longe, bem longe do que eu sentia como Deus.
Tudo isso parecia exclusão, morte, e não vida, Deus, inclusão.?!?
Novamente ficou difícil encontrar Deus.
Precisei de um tempo, de crescer um pouco mais, de viver mais pra entender quetudo isso foi um processo, um caminho para chegar à Deus.
Hoje Deus, pra mim é um velhinho bondoso, é o Deus Criador, O filho Redentor, Jesus Cristo, o Espirito Santo, a comunhão, é também Maria, a mãe de Jesus, José o pai adotivo de Jesus, os santos, e anjos…
Deus sou eu, é você, somos todos nós… Somos uma pequena parte de Deus, e a união de todas as partes é o grande Deus.
Sim, o meu Deus não é humano, porque o humano é apenas uma pequena parte de Deus. E pensando como ser humana que sou, penso que a experiência mais próxima de Deus possível de sentir, na minha limitação, é o AMOR.
Então fico hoje com o conceito de que DEUS É AMOR! E Amor não precisa de explicações, e sim do sentir!

 

 

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