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O ADULTO como parte da nossa personalidade!

No nosso calendário temos também uma comemoração para o dia do Adulto, assim como o dia das crianças. Apesar de não ser uma data tão famosa quanto o dia 12 de outubro, e ainda se diferenciar porque os adultos não têm o costume de comemorar e ou trocar presente entre si, a data existe no calendário. A diferença de tratamento dessas duas datas comemorativas é compreensível quando pensamos na função do “Adulto” e da “Criança” na sociedade e na vida.
A função do “Adulto”, como parte da nossa personalidade, é estudar, trabalhar e ganhar dinheiro, e então por isso, talvez, não exista comemoração como no dia das crianças. Pode ser que os Adultos estejam ocupados demais com o trabalho e com a realização de objetivos e metas. Já a função da Criança na nossa personalidade é desfrutar a vida, o prazer e o lazer, então no dia das Crianças é necessário e saudável o brincar, comemorar e presentear, não somente as crianças, e sim todos nós que temos uma criança interna viva e influente nas nossas vidas.
No Brasil, uma pessoa é considerada legalmente adulta quando atinge os 18 anos de idade. Isso quer dizer, que essa é a idade em que cada um responde por todas as suas ações e comportamentos de modo independente. Para a Biologia, o que define uma pessoa como adulta é a sua capacidade reprodutiva, ou seja, independente da idade, quando uma pessoa apresenta todas as suas funções reprodutivas ativas, já pode ser considerado um “ser adulto”.
Eu quero aproveitar a data comemorativa pra falar do “Adulto” como uma parte da nossa personalidade. E ressaltar inclusive a importância dessa parte da nossa personalidade para realizarmos sonhos, metas e objetivos.
De acordo com a teoria da Análise Transacional, a nossa personalidade se estrutura através dos Estados de Ego, que se dividem em Pai, Adulto e Criança. Ou seja, a personalidade de uma pessoa tem três partes diferentes, uma parte que chamamos de Pai, outra, Adulto, e outra parte que chamamos de Criança. Os nomes que cada parte da personalidade recebeu foram usados de uma forma proposital pelo autor da teoria, Eric Berne, para aproximar e facilitar o entendimento de qualquer pessoa, de acordo com nosso dia a dia.
Os Estados de Ego, ou a nossa Personalidade, representam comportamentos visíveis que podem ser percebidos por gestos, posturas, maneiras, expressões faciais, entonações e certas palavras. Isso quer dizer que podemos observar pelos comportamentos externos de uma pessoa, em qual Estado de Ego ela está agindo no momento.
Estudos e observações têm comprovado que esses três Estados de Ego, Pai, Adulto e Criança, existem em todas as pessoas. Todo o nosso comportamento pode ser relacionado a cada uma dessas partes, e mudamos de uma para a outra constantemente. Os Estados de Ego é a nossa estrutura interna, e através do conhecimento desses é possível compreender a forma e a maneira que agimos em diversos momentos e situações da vida.
Uma das bases biológicas que comprovam essa teoria é que todo individuo adulto foi criança um dia, e com isso chegamos a conclusão que todo mundo tem sua criança interna; todo ser humano com bom funcionamento cerebral é capaz de avaliar a realidade, ou seja, toda pessoa tem Adulto; e todo individuo que sobrevive ate a idade adulta teve pais ou substitutos, e conseqüentemente, teve ensinamentos e formou o que chamamos de Estado de Ego Pai.
Quando uma pessoa estiver agindo, pensando e sentido como observou e aprendeu com seus pais, ela está agindo no Estado de Ego Pai; quando alguém estiver agindo, pensando e sentido objetivamente, com os dados do aqui agora, enfrentando a realidade corrente, recolhendo dados e fatos e calculado objetivamente, ela está no seu Estado de Ego Adulto. E quando estiver pensado, agindo e sentido assim como fazia quando era criança, a pessoa está agindo no Estado de Ego Criança.
Quando está agindo diante de uma situação no Estado de Ego Adulto, uma pessoa usa os conceitos pensados, o que convém fazer; enquanto no Estado de Ego Criança a pessoa leva em consideração os conceitos sentidos, o que ela quer fazer, o que gosta e o que sente diante de tal situação. Já no Estado de Ego Pai, a pessoa agiria de acordo com o que ela aprendeu, o que ela “deve” e o que “tem” que fazer de acordo com seus valores, crenças, tradições, de acordo com o seu certo e errado.
No Estado de Ego Pai estão todos os valores, conceitos, repreensões, normas, conselhos, regras, leis, modelos de conduta, e preconceitos; no Estado de Ego Criança, está nossa espontaneidade, sexualidade, criatividade, emoções, medo, amor, alegria, tristeza e raiva. E no Estado de Ego Adulto estão os dados e informações por meios do sentido, racional, lógico e cálculos.
Enquanto a função do Estado de Ego Pai é educar, proteger, alimentar, moralizar, servir como modelo, controlar e ensinar a viver em sociedade, isso com a própria pessoa e também com as demais que ela se relaciona; a função da Criança é permitir sentir, intuir, criar, desfrutar do sexo, dos prazeres e lazeres da vida, da intimidade, das brincadeiras, do sonhar. O Adulto tem como função estudar, trabalhar, tomar decisões e ganhar dinheiro.
O Estado de Ego Adulto não está relacionado com a idade da pessoa, e muito menos com a maturidade. É apenas uma parte da nossa personalidade que está orientado para a coleta objetiva de dados, para a realidade corrente, ou seja, o que acontece no aqui e agora, no presente, e funciona testando a realidade, avaliando as probabilidades e fazendo cálculos.
É função do Adulto, examinar a situação de um ponto de vista mais objetivo, testar a realidade, procurar soluções alternativas, avaliar as conseqüências, fazer escolhas, avaliar os estímulos, colher informações técnicas e armazená-las para referencias futuras.
Testar a realidade é o processo de verificar o que é real, inclui a separação do fato e da fantasia, das tradições, das opiniões, e dos velhos sentimentos.
O Adulto pode ser comparado com um computador, com a função de processar dados, computar as probabilidades e tomar decisões com base nos fatos que dispõe. Fazer perguntas, trocar informações, resolver problemas, e discutir racionalmente.
O Estado de Ego Adulto não julga, ele lida estritamente com dados. O julgamento está relacionado com o Estado de Ego Pai, aquele que foi aprendido com outras pessoas, especialmente pelos nossos pais ou outras pessoas que substituíram essas figuras paternas.
São frases típicas de pessoas que estão agindo no Adulto: “Na minha opinião”; “Baseado nas minhas observações”; “Possivelmente”; “provavelmente”; “Por enquanto os dados parecem indicar”.
Todos possuem um Estado de Ego Adulto. Apensar disso, grande parte da população vive na maior parte do tempo com o Estado de Ego Pai ou Criança. Agindo, pensando e sentindo, levando em conta não os fatos reais, os dados objetivos, mas sim o que sentem ou o que aprenderam em relação a determinadas situações.
Todas as pessoas tem potencialidade de colocar o Estado de Ego Adulto no controle executivo da sua vida, desde que liberto da influencia negativa ou irrelevante do seu Estado de Ego Pai, suas crenças e valores, e da Criança, dos seus sentimentos e desejos.
Quando alguém lhe diz: “Esse é seu Adulto” significa: “Você acaba de fazer uma avaliação autônoma e objetiva da situação, e está expondo esses processos de pensamento, ou os problemas que percebeu, ou as conclusões a que chegou,de uma forma não pré concebida.
O Estado de Ego Adulto é fortalecido com o uso, quanto mais alguém usar, mais será capaz de mantel o como executor.
Saber e conhecer cada parte da nossa personalidade pode nos ajudar a viver de uma forma autentica e feliz. E vale ressaltar que não existe Estado de Ego melhor ou pior, o que existe é a situação adequada para agir em cada Estado de Ego.

Tatiane Medeiros Cunha – Psicóloga CRP 04/33971

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