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Mãe, mamãe… e a mãe que eu tenho!

 

Sempre digo que esses filmes de animação infantil são feitos para a criança dos adultos, e a poucos dias assisti “VALENTE”, uma jovem princesa que não quer aceitar os ensinamentos de sua mãe, e quer seguir outros caminhos, e com isso tem  vários conflitos com a sua mãe.
E é sobre essa não aceitação da mãe real que eu gostaria de escrever e compartilhar nesse texto.
No filme a jovem Merida recorre à ajuda de uma bruxa para MUDAR, isso mesmo, para mudar sua mãe Elionor. Cansada do jeito da mãe, ela resolve buscar ajudar para muda-la. Merida tem vários julgamentos sobre a mãe, sobre a maneira como leva a vida, sobre o jeito de ser mulher. Elas brigavam muito por ter visões diferentes sobre a vida.
O efeito do feitiço foi inesperado, a mãe de Merida se torna uma ursa. E então a trama da história se desenrola com a princesa tentando desfazer o feitiço e ter sua mãe de volta.
Eu acredito que em nossa vida real também vivemos esse drama, num certo momento de nossas vidas, temos muitas criticas e julgamentos sobre nossa mãe. E até mesmo, bem lá no nosso intimo, temos um pouco do desejo de mudar essa mãe. Falo em terceira pessoa, nós, porque já passei por esse momento, e também acompanho muitos casos assim, quantos conflitos com as mães que aparecem diariamente no meu consultório.
E diante desses casos, e de várias reclamações que ouço sobre as mães, costumo contar a seguinte historia: “certa vez uma população cansada de seus problemas, foi até um monge pedir conselhos para que acabassem com esses problemas. Chegando ao templo desse sábio monge, todos começaram a reclamar de seus respectivos problemas, e pedindo uma solução para tal. Ouvindo atentamente todas as reclamações, o monge sugeriu que cada um escrevesse num papel o seu problema, e colocasse numa bandeja que seu ajudante passaria naquele momento. E assim fizeram, cada um escreveu o seu problema e colocou na bandeja. Logo depois, continuando as orientações, o monge explicou que não existe vida sem problemas, e que sendo assim, cada um deveria pegar um problema na bandeja para continuar a vida… e assim se fez, novamente o ajudante passou e cada habitante pegou um novo problema. Ao ler o problema que tinha acabado de pegar, a reação foi unanime, todos queriam de volta o seu problema original.”
Eu acredito que isso também ocorre com nossas mães… todos temos várias reclamações, mas se tivéssemos a oportunidade de trocar, logo logo, iriamos querer nossa mãe original de volta.
E assim aconteceu com Merida no filme, logo que sua mãe se transformou num urso, ela quis sua mãe de volta, lembrou-se dos cuidados dela e até mesmo sentiu saudades.
E então chego a conclusão, ou melhor, chego ao amadurecimento e entendimento diante dos meus estudos e experiências, que a mãe que eu tenho, a mãe q você tem é a melhor mãe que poderia ter… e para finalizar compartilho um pequeno texto do Bert Hellinger que eu adoro:
Agradecimento ao despertar da vida
“Querida mamãe,
Eu tomo a vida de você,
Tudo, a totalidade,
Com tudo o que ela envolve,
E pelo preço total que custou a você
E que custa a mim.
Vou fazer algo dela, para a sua alegria.
Que não tenha sido em vão!
Eu a mantenho e a honro
E a transmitirei, se me for permitido,
Como você fez.
Eu tomo você como minha mãe
E você pode ter-me como seu filho.
Voe é a mãe certa para mim
E eu o filho certo para você.
Você é a grande, eu sou o pequeno.
Você dá, eu tomo – querida mamãe.
E me alegro porque você tomou meu pai.
Vocês dois são os certos para mim.
Só vocês!”
E se você ainda não viu o filme, assista!

 

 “Há alguns que dizem que o destino, é algo além do nosso controle. Que não escolhemos nossa sina. Mas eu sei a verdade. Nosso destino vive dentro de nós. Você só tem que ser valente o suficiente para vê-lo.” (Merida)

 

 

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